YouTubers e repórter do FaveladaRocinha.com dão dicas para negros sobreviverem na intervenção do Rio

O YouTuber Spartakus Santiago, AD Junior, do canal Descolonizando e Edu Carvalho, do faveladarocinha.com deram dicas para que a população negra das comunidades do Rio de Janeiro sobreviva a possíveis abordagens indevidas durante a intervenção que acontecerá até o fim de 2018

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Na última semana o presidente Michel Temer decretou intervenção Federal na segurança do Estado do Rio de Janeiro. Isso porque a segurança encontra-se em caos há muito tempo e o problema vem se agravando. Diante disso,  o reportar do site Favela da Rocinha, Edu carvalho, e os YouTubers Spartakus Santiago e AD Júnior resolveram gravar um vídeo sobre como um negro deve se comportar numa abordagem indevida.

A pergunta é: por que gravar um vídeo assim?

Resposta: A forma de a polícia abordar o homem branco e negro é diferenciada.

Essa é uma constatação que o próprio ex-ministro da Secretaria-Geral da República, Gilberto Carvalho, verificou. Não é vitimismo, é realidade. A polícia trata o negro como suspeito. Para eles, bandido tem cor: preta. E não é só porque está na favela. São muitas as histórias de jovens negros em lojas comprando e, de repente, se deparam com seguranças o seguindo. Por que? Porque independente da classe social, ele é negro. E negro é suspeito. Como declarou um jovem negro numa rede social, Otavio Damichel “é claro que, sendo preto, não é a primeira vez que sou seguido por um segurança numa loja, mas ouvir isso no auto-falante foi novo pra mim, o cara não tinha rádio de comunicação, sei lá que diabos tinha acontecido, mas anunciaram prioridade no corredor que eu estava, na MINHA CARA.” E olha que Otávio “não estava de aba reta, nem de mochila, nem nenhuma dessas roupas declaradas como ‘suspeitas'” . Mesmo assim foi declarado suspeito dentro de uma loja. Por que? Porque é negro. E pra polícia negro é suspeito.

Entendeu porque fizeram um vídeo ensinando os negros a se portarem numa abordagem policial? Porque o tratamento é diferente, porque negro é suspeito e sofre violência policial sim. Ok, não vamos generalizar, né? Não são todos os policiais que fazem isso. Assim como não podemos generalizar e dizer que todo negro é bandido. Portanto meus caros policiais, nem todo negro é suspeito. É preciso rever sua “política de abordagem”.

Então pessoal, como a polícia ainda age de forma generalista e infere que negro é bandido, vale à pena ver o vídeo e saber como se portar numa abordagem policial:

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