A última Abolição

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Imagem: divulgação
Filmado em centros como São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador, o documentário A última abolição, dirigido por Alice Gomes e com supervisão do politizado e ativista Jeferson De, examina causas e efeitos da injeção de um contingente de 5,8 milhões de africanos escravizados ao longo de 350 anos de história brasileira. Coproduzido pela Globo Filmes, e com estreia marcada para a próxima quinta-feira (18), A última abolição teve respaldo de mais de 10 anos de pesquisas realizadas pela consultora Luciana Barreto.
Greves, análises de quilombos, exames do extermínio de jovens negros, a chegada dos navios negreiros e a condição do negro formam o campo de discussão do filme. Representantes da Comissão Nacional Verdade da Escravidão e do Instituto da Mulher Negra figuram como entrevistados, ao lado de professores, sociólogos, filósofos e mestre em direito. De Brasília, a professora Ana Flávia Magalhães Pinto dá o seu depoimento como integrante do Departamento de História da UnB.
Com uma história contada de outra perspectiva,  ao contrário do que é pregado por livros didáticos e outras vertentes da “história oficial”, a população escravizada se estruturou para criar uma forte oposição ao regime, criando quilombos, organizando revoltas, escolhendo líderes do movimento e convocando a população negra para a luta armada. O documentário reflete a história do Brasil na visão do negro como protagonista de sua própria história. O negro escravizado, e não escravo, e sua história de luta e resistência.
Para a diretora do documentário, Alice Gomes, “os meios de produção artísticos acompanham o perfil de privilégios historicamente construídos sendo dominados por homens brancos, colocar na produção os artistas negros, as mulheres e os artistas LGBTs são essenciais para democratizar a construção de uma visão plural”.
Conclusões de Alice Gomes sobre o trabalho de 10 anos
O mito da democracia racial, de que no Brasil não temos preconceito racial, que aqui teríamos uma espécie de “preconceito social”, ainda vigora em nossa sociedade e isso é muito nocivo para a população negra, dificultando o debate verdadeiro sobre o combate ao preconceito racial. O preconceito racial é estruturante da sociedade brasileira, temos que enxergar nossa sociedade como ela realmente é: excludente, desigual e falsamente cordial. Não basta não sermos racistas, temos que ser anti-racistas e combater o preconceito unidos. A igualdade racial tem de ser uma batalha de todos, brancos e negros. Os negros serão sempre os protagonistas dessa luta, mas juntos seremos sempre mais fortes.
Com informações do Correio Braziliense.

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