As revoluções dos escravizados brasileiros

Numa história diferente da contada em sala de aula, os negros escravizados não foram pacíficos em sua condição de escravos. Diversas revoluções foram criadas. Um destaque, pela sua organização e tamanho, foi a Revolta dos Malês que completa 184 anos no dia 25 de janeiro de 2019.

A versão eurocêntrica dos livros de história apresentam a revolta como um embate meramente religioso, de negros mulçumanos se revoltando contra a imposição católica. No entanto, a Revolta dos Malês foi mais que isso. Foi uma insurreição muito bem organizada contra a condição escravagista negra e todas as imposições a essa raça que sofria grandes violências físicas e psicológicas.

A história “oficial” conta que 1500 escravos se rebelaram, sob liderança de Pai Inácio, um negro mulçumano, para libertar outros negros mulçumanos e matar brancos. No entanto, os arquivos mostram que a revolta não foi só por negros mulçumanos, mas diversas etnias, dentre elas, Iabus, Beninis, Minas, Geges, Mundubis, Tapas, Bomus, Baribas, Grumas, Calabares, Camarões, Congos e Cabinadas. Não foi uma revolta religiosa, mas uma revolta dos negros escravizados de diversas nações se unindo contra brancos escravagistas. Claro que a maioria era mulçumana e lutava pela permanência de sua fé, mas não foram apenas eles. Todas as etnias queriam sua liberdade e a sua fé.

Apesar da grande organização dos grupos, os revolucionários não foram vencedores. Mas deixaram seu legado de coragem, força e estimularam a manter acessa a esperança da liberdade.

Os revolucionários Malês são nossos heróis anônimos brasileiros.

Precisamos conhecer nossos heróis líderes da revolução de Malê:

negro Manuel Calafate: que cedia sua morada para reuniões secretas em conspiração contra o sistema escravagista.

Pacífico Licutan: no cruzeiro de São Francisco pregava abertamente aos demais escravos a necessidade da insurreição. Ele sabia ler e escrever e ensinava os demais os mistérios e rezas malês. Embora tenha desempenhado papel relevante na preparação da revolta, dela não participou, por estar preso sob penhora, por dívida do seu senhor com os frades carmelitas. Durante a rebelião, os escravos sublevados tentaram libertá-lo, sem o conseguir.

Luis Sanim: também promovia reuniões secretas. Ele foi quem organizava as finanças do grupo para promover a revolta.

preto Ambrósio: reunia o povo nagô.

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