Artigo de estudantes de comunidade quilombola no Ceará fica entre os 10 melhores na América Latina

Agora eles lutam para ir à Argentina em novembro, apresentar seu artigo no Colóquio internacional

Em 2012 foi criado o sistema de cotas raciais em universidades. Algo que gera polêmica até os dias de hoje. O principal argumento dos que criticam as cotas: “cotas considera que negros não são capazes”. O principal argumento de quem defende as cotas: “cotas é resgate histórico, não tem nada a ver com capacidade”.

A comunidade quilombola de Alto Alegre, em Horizonte, região metropolitana de Fortaleza/CE vem comprovar o argumento dos pró-cotistas. Cotas não é sobre capacidade, mas sobre resgate histórico de um povo invisibilizado e, por muito tempo, proibido de estudar.

Para mostrar sua alta capacidade, estudantes desta comunidade quilombola da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB/CE), escreveram artigo intitulado “Quilombo/las no ensino superior: a experiência das políticas afirmativas na Unilab no enfrentamento ao racismo”. O artigo foi aceito, entre os 10 melhores de toda a América Latina. Agora, será apresentado durante o “6º Coloquio Internacional de Educación Superior y Pueblos Indígenas y Afrodescendientes en América Latina. Las múltiples formas del racismo y la discriminación racial”, organizado pela Cátedra UNESCO Educación Superior y Pueblos Indígenas y Afrodescendientes en América Latina (ESIAL) da Universidad Nacional de Tres de Febrero (UNTREF), que ocorrerá entre os dias 6 e 8 de novembro de 2019, em Buenos Aires – Argentina.

Sabe o que isso significa? Uma conquista histórica! A comunidade quilombola do estado do Ceará representando o Brasil no maior evento da América Latina sobre povos tradicionais no Ensino Superior. Comunidade essa que mostra, tanto para nós brasileiros, como para o mundo, que a democracia racial é um mito. Pois são oriundos de um estado que por muito tempo sustentou um senso comum de que não havia/há negros/as, quilombo/las, e que tentou apagar os negros e quilombolas da história cearense.

Mas como nem tudo são flores, o Estado Brasileiro não está colaborando financeiramente para que estes estudantes possam ir ao Colóquio na Argentina. Não há bolsa de estudos, não há ajuda de custo, não há financiamento do governo num momento tão importante como este em que esses estudantes irão nos representar nesse evento internacional. Por isso, pedimos ajuda. Ajuda para a educação brasileira. Ajuda para que mostremos o que o Brasil tem de bom. Ajudem esses estudantes a irem à Argentina nos representar.

Como ajudar?

Acesse aqui a vakinha virtual e doe alguma quantia. Ajude divulgando também essa vakinha para que mais pessoas possam doar.

A educação agradece. O Brasil agradece e a comunidade quilombola de Alto Alegre agradece muito!

Saiba mais sobre o Colóquio aqui.

Sobre os estudantes

Marleide Nascimento (graduanda em Pedagogia – UNILAB),

Jeovane Ferreira (mestrando em Antropologia UFC/UNILAB) e

Tatiana Ramalho (graduanda em Pedagogia – UNILAB).

Todos da Comunidade Quilombola de Alto Alegre – Horizonte/CE.

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