Vai ter mulher preta no campeonato brasiliense de Jiu Jitsu sim!

No próximo dia 7/11 o Campeonato Brasiliense de Jiu Jitsu contará com a representatividade de mulheres negras.

É sempre importante enfatizar quando pessoas negras, principalmente mulheres, ocupam espaços na sociedade. Num esporte majoritariamente masculino e branco, ter mulheres negras ocupando espaços com a força de participar de um campeonato é muito importante para a negritude e para quebra de paradigmas. Porque a gente sabe que representatividade importa. E aquelas meninas negras que sonham em alcançar um campeonato, ao verem essas mulheres lutando, vão se sentir representadas e vão saber que elas também podem chegar lá.

Juliana Patrícia e Mayara Cristina vão representar a equipe Juquinha Jiu Jitsu. Duas mulheres negras buscando subir ao podium para botar a negritude cada vez mais em evidência.

Para Juliana as artes marciais ajudam a retoma diversas áreas de sua vida como autocontrole, além de seu resgate como mulher negra dentro deste ambiente inclusivo que é a equipe Juquinha. “As artes marciais, como um todo, funciona como resgate em em diversas áreas da minha vida. O jiu especificamente me resgata diariamente dos sintomas que a ansiedade me trás e os conhecimentos adquiridos, inclusive, já salvaram minha vida num sequestro relâmpago, onde ganhei tempo e chegou o socorro. Sou grata por praticar essa modalidade num ambiente inclusivo, pois as coisas não são fáceis como preta, de periferia, acima do peso e quase nos 40”, desabafa.

Mayara traduz sua entrada no jiu jitsu em uma palavra: liberdade. “Liberdade é a palavra para descrever o sentimento de representar a mulher negra dentro de um esporte predominante branco e masculino. Liberdade de poder transitar e evoluir dentro de um esporte na qual via apenas pela televisão, hoje sinto que posso voar alto, hoje posso ser exemplo para outras meninas e mulheres negras, sou a mulher que sempre procurei como referência, espero que essa Liberdade invada e inunde cada alma feminina e que possamos acreditar que o céu e realmente o limite”.

Mayara e Juliana são os exemplos de mulheres fortes que adentraram num ambiente hostil a elas, um ambiente masculino e branco. Mas seguiram firmes, de cabeça erguida e conquistaram seu espaço dando exemplo pra outras meninas e mulheres. É isso que chamamos de representatividade e ela importa muito.

Mulheres negras podem sim representar uma escola no campeonato brasiliense e estaremos torcendo por vocês para ocuparem cada vez mais espaços. Nós podemos!

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